O acesso à energia elétrica já é considerado praticamente essencial no cotidiano, mas 14 mil domicílios no Ceará ainda vivem sem o recurso. Os dados são da PNAD Contínua 2024, divulgada pelo IBGE, que analisou as condições gerais dos domicílios no país.
No Estado, 99,3% das residências estavam ligadas à rede geral no ano passado, o que corresponde a 3,243 milhões de unidades. Outras 8 mil utilizavam fontes alternativas, como painéis solares e geradores. Mesmo assim, 10 mil domicílios urbanos e 4 mil rurais ficaram de fora da cobertura.
Em Fortaleza, dos 950 mil domicílios, apenas 1 mil não contavam com energia elétrica. Para o IBGE, a cobertura é considerada “elevada”, mas a pesquisa revelou também problemas de fornecimento: 97 mil residências cearenses enfrentaram interrupções no serviço, a maioria em áreas urbanas.
No Brasil, a cobertura chegou a 99,8% dos domicílios em 2024, repetindo o índice do ano anterior. Apesar do avanço, a ONU destaca, na Agenda 2030, que o acesso à energia deve ser universal, confiável e sustentável, reforçando a importância de políticas públicas para alcançar as populações que ainda permanecem excluídas.
