Enquanto lideranças estaduais do União Brasil trabalham para consolidar o palanque oposicionista no Ceará, o PT já se movimenta em Brasília para atrair a federação formada por União Brasil e PP para a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. A estratégia envolve negociações com partidos considerados neutros ou inclinados à oposição.
O novo presidente nacional do PT, Edinho Silva, iniciou sua primeira rodada de articulações com foco em ampliar alianças que se reflitam nos palanques estaduais. Segundo ele, é fundamental fortalecer a federação PT-PCdoB-PV e integrar novas legendas para enfrentar os desafios eleitorais do próximo ano.
A movimentação gerou inquietação entre lideranças do União Brasil, que planejam um bloco oposicionista para enfrentar o grupo liderado pelo Ministro da Educação, Camilo Santana. A filiação do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, é aguardada, mas ele pode recusar o projeto caso Ciro Gomes aceite concorrer ao governo pelo PSDB ou União Brasil.
Edinho Silva destacou ainda a interlocução com aliados próximos ao governador Elmano de Freitas, incluindo a deputada federal Fernanda Pessoa, o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, e o deputado Moses Rodrigues. O objetivo é garantir palanques estaduais sólidos e ampliar o apoio ao governo Lula, mesmo diante das pressões internacionais e da ofensiva da oposição.
