A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Ceará em 2026 já está esquentando, e nunca teve tantos interessados. Com a saída certa de Cid Gomes (PSB), que não vai tentar a reeleição, e a possível candidatura de Eduardo Girão (Novo) a um novo mandato, o cenário está aberto — e bastante disputado.
O mandato de oito anos atrai muitos políticos, e a base do governador Elmano de Freitas (PT) já soma pelo menos nove nomes com pretensões ao Senado. Todos querem uma vaga na chapa majoritária, que será encabeçada por Elmano, pré-candidato à reeleição ao Governo do Estado. No entanto, essa grande quantidade de postulantes pode acabar dividindo a base aliada, dificultando a escolha e abrindo espaço para o fortalecimento de nomes da oposição.
Veja quem são os 9 pré-candidatos da base de Elmano:
- Chiquinho Feitosa (Republicanos), empresário
- Júnior Mano (PSB), deputado federal
- Mauro Filho (PSB), deputado federal
- José Guimarães (PT), deputado federal
- Luizianne Lins (PT), deputada federal
- Chagas Vieira (PSB), secretário da Casa Civil
- Domingos Filho (PSD), secretário do Desenvolvimento Econômico
- Romeu Aldigueri (PSB), presidente da Assembleia Legislativa
- Eunício Oliveira (MDB), deputado federal e ex-presidente do Senado
O excesso de nomes e a disputa interna podem enfraquecer a base governista e dar força à oposição, que tem, até o momento, dois nomes em destaque: o deputado estadual Pastor Alcides (PL), pai do deputado federal André Fernandes, e a vereadora de Fortaleza, Priscila Costa (PL).
A decisão final deve levar em conta o peso político de cada legenda, a capacidade de articulação dos pré-candidatos e sua conexão com o eleitorado. Mas se o grupo governista não chegar a um consenso, a oposição pode aproveitar a divisão para crescer.
