A disputa entre facções criminosas no bairro Vicente Pinzón e em comunidades vizinhas tem paralisado a rotina escolar em Fortaleza. Desde julho, pelo menos 16 escolas e creches municipais foram diretamente afetadas, com suspensão de aulas, redução de turmas e medo constante entre alunos e professores.
Nesta quinta-feira (28), representantes do Sindicato União dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), gestores escolares e docentes se reuniram com a Secretaria Municipal da Educação e a Guarda Municipal para cobrar ações imediatas. O encontro resultou na marcação de uma nova reunião nesta sexta-feira (29), na Academia do Professor, no Centro, para discutir protocolos de segurança.
Professores relatam que a violência se tornou rotina no entorno das unidades, com barulhos de tiros durante o horário de aula e pais evitando enviar os filhos à escola. “Os pais não estão mandando os alunos, os professores já não têm coragem de ir trabalhar, porque não sabem se voltam”, afirmou a presidente do Sindiute, Ana Cristina Guilherme.
Além das aulas interrompidas, a insegurança também paralisou obras de manutenção em escolas durante as férias, prejudicando ainda mais o funcionamento das unidades. Para o sindicato, a situação ameaça o direito fundamental à educação e expõe crianças e adolescentes a um cenário de vulnerabilidade crescente.
A Prefeitura informou que criou um comitê de segurança e intensificou as rondas da Guarda Municipal e da Polícia Militar, além de investir em vídeomonitoramento. Apesar das medidas, a comunidade escolar segue apreensiva e cobra soluções mais efetivas para garantir um ambiente de aprendizagem seguro.
