A desigualdade social é um desafio persistente que assola nações em desenvolvimento, com a América do Sul e Central, assim como a África, destacando-se nesse cenário preocupante. O Índice de Gini, uma medida que quantifica a concentração de renda, revela números alarmantes em ambos os continentes, especialmente no Brasil e no Congo, que compartilham a 14ª posição no ranking global.
De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2021/2022, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em maio deste ano, a África do Sul lidera a lista como a nação mais desigual, com um índice impressionante de 63 no coeficiente de Gini. Outras nações africanas, como Namíbia, Zâmbia, e República Centro-Africana, também enfrentam desafios significativos, com 10 dos 15 países mais desiguais situados no continente.
A América Central e do Sul não ficam atrás nesse triste cenário, conforme evidenciado pelo PNUD. A Colômbia, com um coeficiente de Gini de 54,2, assume a posição de país mais socialmente desigual fora da África.
Surpreendentemente, o Brasil e o Congo compartilham a 14ª colocação no ranking, ambos com um índice de 48,9. Essa posição conjunta ressalta a alarmante disparidade na distribuição de renda em ambas as nações, situando-as em um patamar que clama por ações concretas.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de maio de 2022 enfatizam a crua realidade brasileira. A parcela mais rica, composta pelo 1% da população, ostenta uma renda média mensal 32,5 vezes superior à metade mais pobre do país. Embora o Brasil tenha apresentado o menor resultado no coeficiente de Gini desde 2012 em 2022, a distância entre ricos e pobres permanece chocantemente ampla.
O ranking completo reforça a urgência de abordar a desigualdade social como uma prioridade global. A Guatemala, com 48,3 no índice de Gini, fecha a lista dos 15 países mais desiguais, indicando uma distribuição de renda amplamente desequilibrada em diferentes continentes.
A desigualdade persistente requer esforços concertados tanto em políticas nacionais quanto em iniciativas internacionais para promover inclusão e equidade. A igualdade social não é apenas uma métrica estatística; é um imperativo moral que exige atenção imediata e ação coletiva.
Ranking completo de países mais desiguais segundo o coeficiente de Gini
- África do Sul (63)
- Namíbia (59,1)
- Zâmbia - (57,1)
- República Centro Africana (56,2)
- Essuatíni - (54,6)
- Colômbia (54,2)
- Moçambique (54)
- Botsuana (53,3)
- Angola (51,3)
- Santa Lúcia - (51,2)
- Zimbabué (50,3)
- Panamá (49,8)
- Costa Rica (49,3)
- Brasil e Congo (48,9)
- Guatemala (48,3)
