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Tarifaço dos Estados Unidos começa a valer e impacta exportações brasileiras

Tarifaço dos Estados Unidos começa a valer e impacta exportações brasileiras

A nova tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada pelo governo do presidente Donald Trump e estabelece uma sobretaxa para diversos itens exportados pelo Brasil, ao mesmo tempo em que preserva uma ampla lista de produtos considerados estratégicos para o mercado norte-americano.

Com a nova política tarifária, produtos brasileiros sujeitos à cobrança passam a ter um custo maior de importação nos Estados Unidos, o que pode reduzir sua competitividade em relação a mercadorias produzidas localmente ou provenientes de outros países. Entre os segmentos afetados estão produtos manufaturados, como máquinas, equipamentos e calçados.

Apesar da sobretaxa, o governo americano divulgou uma lista com mais de 2.100 produtos isentos da nova cobrança. De acordo com estimativas de entidades empresariais e especialistas, cerca de 60% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ficaram de fora da medida, reduzindo parte dos impactos para o comércio bilateral.

Entre os principais produtos preservados estão carne bovina, suco de laranja, açaí, água de coco e componentes utilizados na indústria aeronáutica. Também permanecem isentas as mercadorias brasileiras que já estavam em trânsito para os Estados Unidos antes da entrada em vigor da nova tarifa.

A decisão é resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O processo analisou alegações relacionadas a práticas comerciais consideradas desleais e avaliou se determinadas políticas adotadas pelo Brasil poderiam gerar prejuízos para empresas dos Estados Unidos.

Segundo informações divulgadas pelo governo americano, a exclusão da carne bovina da sobretaxa busca garantir o abastecimento do mercado interno dos Estados Unidos, que depende da importação do produto para atender à demanda doméstica. A medida reforça a importância das relações comerciais entre os dois países e deverá seguir sendo acompanhada por representantes dos setores produtivos e autoridades brasileiras.