Economia

Governo recua e estuda derrubar a polêmica “Taxa da Blusinha” após pressão popular

Governo recua e estuda derrubar a polêmica “Taxa da Blusinha” após pressão popular

O governo federal voltou a discutir a possível revisão da chamada “taxa das blusinhas”, tributo aplicado a compras internacionais de baixo valor, após o aumento da insatisfação popular e os impactos percebidos principalmente entre consumidores de menor renda. A medida, que incide sobre aquisições de até US$ 50, passou a ser reavaliada diante do atual cenário econômico e da pressão da opinião pública.

Dados recentes indicam que a maioria da população é contrária à cobrança, ampliando o debate dentro do governo sobre a efetividade da política. A análise deixou de ser apenas fiscal e passou a considerar também os efeitos sociais e o impacto direto no consumo das famílias.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que uma eventual retirada da taxa teria impacto limitado nas contas públicas. Segundo ela, a arrecadação gerada pela medida gira em torno de R$ 2 bilhões por ano, valor considerado administrável dentro do orçamento federal. A ministra também destacou que o tema ainda deverá passar pelo Congresso Nacional e que não houve deliberação formal no âmbito do governo.

Apesar da possibilidade de revisão, o debate envolve diferentes interesses. De um lado, consumidores criticam o aumento dos preços em plataformas internacionais. De outro, representantes do comércio e da indústria defendem a manutenção da cobrança como forma de equilibrar a concorrência e proteger empregos no mercado interno.

A taxação foi reforçada a partir de 2023, com a ampliação da cobrança de tributos como ICMS e imposto de importação, elevando o custo final dos produtos importados. Agora, com a pressão crescente e a avaliação de baixo impacto fiscal, o governo considera ajustes na política como forma de reduzir desgaste e estimular o consumo.