O que é esse tal de 'Streaming'?

O que é esse tal de 'Streaming'?

Os streamings vão matar a televisão?

Desde o inicio do século 20 o medo do novo matar o velho assombra profissionais e fãs.

Em meados dos anos 30s, primeiro na Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética, começaram as primeiras transmissões de TV. Logo surgiram os comentários que isso acabaria com o cinema, criação dos Irmãos Lumière, e com o rádio, mas até hoje, um quinto do século 21 se passou e ambos continuam por aí.

No final dos anos 80s, nos Estados Unidos, houve a explosão das TVs por assinatura, chegando ao Brasil bem mais tarde. Pode-se dizer que era uma forma embrionária do streaming, já que oferecia ao expectador, uma liberdade maior na escolha do que queria ver.

Com o avanço da tecnologia e popularização da internet vieram os streamings. Streaming refere-se a distribuição digital de conteúdos como filmes, séries e animações. A Netflix é o símbolo máximo deste movimento, popularizando a nova forma de consumir conteúdo, à exemplo do próprio Youtube, em que o cliente consome de acordo com a demanda.

O impacto dessa tecnologia é tão grande que afetou um dos grandes costumes do brasileiro: a pirataria. Segundo conclusões da pesquisa feita pela Alexandria Big Data, que entrevistou 1.596 pessoas no Brasil, 82% dessas pessoas confirmaram ter diminuído o consumo de conteúdo pirata por causa da tecnologia, algumas chegando a largar por completo.

Hoje temos a própria Netflix, Amazon Prime (com planos que oferecem conteúdo audiovisual, música, e-books e até mesmo frete grátis na compra de produtos "Prime" da loja virtual), o Crackle, HBO Go, entre outros, sem falar da chegada do serviço de streaming da gigante Disney com seu Disney+, que emplacou o sucesso O Mandaloriano já na estreia do serviço.

Tudo isso vem trazendo preocupação para a indústria do cinema. Até mesmo o grande Steven Spielberg, declarou " Uma vez que você se compromete ao formato televisivo, você é um filme de TV. Certamente se é um bom programa, merece um Emmy, mas não um Oscar”, separando filmes produzidos para o serviço, de filmes feitos para o cinema.

Entre temores e opiniões, uma coisa é certa, o serviço irá crescer e se tornar a principal forma de conteúdo midiático, até que venha a próxima tecnologia.