Impacto econômico do lockdown em Sobral teve efeito negativo na popularidade de Ivo Gomes

Impacto econômico do lockdown em Sobral teve efeito negativo na popularidade de Ivo Gomes

Em pesquisa nas redes sociais e portais de notícias, a insatisfação de comerciantes com as medidas para evitar o coronavírus era recorrente.

A cidade de Sobral, localizada na região Norte do Ceará, enfrentou medidas rígidas para conter a propagação do vírus que causa a Covid-19 por cerca de dois meses.

Mesmo com o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o lockdown seria ineficaz se não estivesse acompanhado de outras medidas como o rastreamento, acompanhamento do desenvolvimento dos casos e isolamento e tratamento dos doentes, o prefeito Ivo Gomes optou por fechar o comércio. Esse fechamento impactou a economia local e prejudicou o lucro de comerciantes.

Em postagem em uma rede social, um empresário lamentou o decreto do lockdown e sua ineficiência em frear os altos números da doença. “Mais uma semana de lockdown, nada de diminuir o número de infectados e mortes. Espero que as autoridades descubram que o erro não está só na av. Dom José e no mercado, vejam os bancos, os atacadões, os bairros. Sei que é falta de consciência das pessoas, agora só um setor não pode levar a culpa por todos. Se amanhã fecharem os bancos (sei que não pode), pode abrir o comércio que o movimento de gente circulando é pequeno, então a culpa não é nossa", dizia trecho do desabafo.

A reclamação do empresário baseou-se em dados confirmados sobre o crescimento da infecção em Sobral. Com mais de 12 mil casos confirmados e 314 óbitos, a taxa de incidência ultrapassa de Fortaleza.

Em entrevista ao portal Sobral Post, o proprietário de uma farmácia que estava incluída no cordão de isolamento feito pela Prefeitura na região central da cidade, contou que a decisão extrema prejudicava não somente os comerciantes, bem como a população.

“A situação ficou pior, com esse novo isolamento. Sofre quem precisa de remédios, e sofre o pequeno farmacêutico. Geralmente, os pedidos de entrega acontecem mais nos grandes comércios. O pequeno vende mais no atendimento no balcão, mesmo, onde até se negocia um preço mais em conta, na hora da venda. Tive queda de 90% nas vendas, no mês de maio”, lamentou o farmacêutico.

A diminuição do atendimento, ainda conforme o Sobral Post, influenciou também um outro problema. Com um horário reduzido, quem precisava se deslocar até uma farmácia precisava aguardar, criando aglomeração.