Fecomércio como Termômetro Político-Eleitoral

Fecomércio como Termômetro Político-Eleitoral

O setor do comércio da economia cearense passa por uma enorme crise financeira, em função da crise sanitária do Covid-19.

Os pequenos e médios empresários da área do comércio não estão num momento favorável às suas empresas, pelo contrário, pois tivemos várias lojas e pequenos comércios fechados nesse biênio (2020-2021). As classes político-econômicas dos comerciantes se sentiram sub-representadas no poder legislativo e no poder executivo, no estado do Ceará. À Fecomércio compreendeu esse momento de crise econômica e a crise de representatividade dos comerciantes perante o poder público estadual.

Os microempreendedores, assim como os pequenos e médios empresários  vinham atuando num movimento horizontal ou paralelo aos seus representantes institucionais: CDL, CIC, FIEC, Fecomércio e outros. As entidades citadas ,na sua grande maioria, se tornaram apenas clubes sociais, para os setores mais abastados na área do comércio cearense. A crise sanitária do Covid-19 foi o grande responsável pela consciência coletiva dos comerciantes, para a reorganização de um novo movimento vertical de defesa dos interesses políticos e dos seus interesses econômicos.

A Fecomércio sempre manteve um posicionamento atípico na sua estratégia de defesa do comércio, pois colocava na mesma mesa os patrões e os empregados, como bloco de interesse conjunto na área comercial. Os trinta e quatro sindicatos ligados à Fecomércio, sem dúvida adaptaram as suas estruturas na área de comunicação, para interagir com os novos associados acostumados somente na linguagem do mundo digital, em outras palavras não tiveram nenhuma dificuldade de saírem do movimento horizontal não institucional, para o retorno ao movimento vertical institucional. 

A Fecomércio mantém um excelente banco de dados referentes ao endividamento das famílias cearenses. A diminuição do poder de compra do consumidor local, sempre foi objeto de estudo da Fecomércio, como também objeto de preocupação desta entidade nos fóruns governamentais. Os fechamentos consecutivos, nos horários comerciais, feitos pelo Governo Estadual, por causa da primeira onda (2020) e na segunda onda (2021) de Coronavírus, sem dúvida foi um teste de representatividade da Fecomércio, como entidade de representação coletiva (Patrão e Trabalhador) perante o Governo do Estado do Ceará. 

A politização do fechamento do comércio nunca foi pautado pela Fecomércio, pois essa entidade compreendia a crise sanitária, porém, não era favorável aos longos períodos de confinamento vertical (2020) e de confinamento horizontal (2021) impostas pelo poder público estadual e os executivos municipais. Fecomércio terá um papel muito importante como fórum de discussão político-econômica para a reorganização dos setores produtivos do comércio cearense, no pleito eleitoral de 2022.