Em carta assinada Camilo Santana apoia a reforma da previdência de Bolsonaro

Em carta assinada Camilo Santana apoia a reforma da previdência de Bolsonaro

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, divulgou, ontem, carta supostamente assinada por 25 de 27 governadores do País. Entre eles, Camilo Santana (PT). O texto, noticiado pelo portal de G1, ressalta a necessidade de Estados e municípios estarem presentes na proposta de reforma da Previdência, hoje sob relatoria do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Só não assinaram a carta os governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e da Bahia, Rui Costa (PT). Dino foi, inclusive, um dos primeiros críticos do documento. Instantes após a divulgação, ele afirmou que, das 25 assinaturas, havia "várias não confirmadas."

Rui Costa se manifestou após a publicação de outro comunicado, firmado exclusivamente por chefes do Executivo do Nordeste. "Nós, os nove governadores do Nordeste, assinamos agora à noite esta carta a respeito da Reforma da Previdência. Reafirmamos o que temos dito. Existe a necessidade de reformas no Brasil, mas nesta proposta há pontos que precisam ser revistos", salientou.

Contatada, a equipe de Camilo informou que o petista assinou apenas o texto regional e não o dos demais governadores.

O POVO apurou que a primeira carta era verídica, mas foi divulgada sem autorização dos chefes de Executivo. "Por isso, os governadores do Nordeste soltaram outra", disse fonte reservadamente.

Os dois textos têm similaridades. O vazado, contudo, adota tom mais ameno nas críticas: fala exclusivamente da manutenção de Estados e municípios no relatório como forma de retomar o equilíbrio fiscal. "Contamos com o indispensável apoio de nossos deputados e senadores para a manutenção dos Estados e do Distrito Federal na Nova Previdência, a fim de garantir o equilíbrio fiscal e o aumento dos investimentos vitais", diz um dos trechos.

O texto assinado pelos governadores do Nordeste, por sua vez, embora tenha as mesmas reivindicações, faz ressalvas mais intensas em relação ao conjunto de novas regras previdenciárias.

"Há divergências em pontos específicos a serem revistos, como nos casos do Benefício de Prestação Continuada e da aposentadoria dos trabalhadores rurais que, especialmente no Nordeste, precisam de maior atenção e proteção do setor público", afirmam em uma das partes.

Os nordestinos acrescentam críticas à desconstitucionalização da Previdência e ao sistema de capitalização, que não teria tido sucesso em outros países.

O debate sobre se a reforma se aplicará somente aos Estados protagonizou discussões em Brasília. Samuel Moreira deve apresentar relatório na próxima semana.

Fonte: O Povo