A volta da cueca mal afamada tira sono do Deputado Guimaraes

A volta da cueca mal afamada tira sono do Deputado Guimaraes

CUECA ASSOMBRADA

Para desespero do deputado federal José Guimarães, o juiz Danilo Fontenele, 11ª Vara Federal de Fortaleza, negou o encerramento do caso dólares na cueca.

Caberá a Procuradoria Geral da República, oferecer ou não, denúncia ou referendar o arquivamento.

CATORZE ANOS DEPOIS

Em 8/7/2005, José Adalberto Vieira da Silva, na época assessor de José Guimarães, então deputado estadual foi preso no Aeroporto de Congonhas (SP), com US$ 100 mil na cueca e mais R$ 209 mil em uma maleta.

O dinheiro vinha para Fortaleza. Em valores atuais são R$: 600 mil reais. Até hoje não se sabe a origem nem quem seria o destinatário, mas a carreira de Guimarães na política foi prejudicada.

Ele é deputado federal, mas quase foi cassado em 2005, e perdeu a condição que tinha na época de disputar o governo do Estado do Ceará.

Guimarães não chegou a ser julgado, já que, em 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu isenta-lo de envolvimento no episódio.

COISAS QUE PERMANECEM

Onde vai Guimarães é chamado de Cuecão.

A recusa do arquivamento do caso o coloca de novo a se ver obrigado a dar explicações acerca de um episódio que aguarda esclarecimento, quase duas décadas depois.

Adalberto, o ex-assessor, vive em Aracati onde mantém um comércio acanhado.

Kennedy Moura, ligado ao PT e executivo do Banco do Nordeste na época, apontado como um dos destinatários do dinheiro, se recusa a falar sobre o assunto até hoje...

(Por Cláudio Teran)