Sem controle de tráfego, trens do Metrofor batem de frente

Sem controle de tráfego, trens do Metrofor batem de frente

Um grave acidente envolvendo dois VLTs da linha Parangaba/Mucuripe em Fortaleza, no fim da manhã deste sábado, 28 de setembro de 2019, por volta das 11h45, deixou mais de 37 feridos.

Os Veículos Leves sobre Trilhos chocaram-se próximo à estação Borges de Melo, nas cercanias da rotatória da BR-116 com a avenida Aguanambi.

Os dois maquinistas das composições ficaram presos nas ferragens e estão em estado grave, segundo informações das equipes do SAMU. Em um dos vídeos na hora do choque, um popular chegou a comentar com um pastor evangélico que um dos maquinistas teria morrido.

Relato de passageiros descreve momentos de muito desespero na hora da colisão, com muita gente jogada no chão, chorando e gritando muito. “As portas não abriram e tava saindo muita fumaça. Os próprios passageiros abriram as portas e saíram.” Os janelões de vidro foram quebrados.

Ainda não há informações oficiais sobre os motivos que teriam provocado o acidente. Sem nada explicar, o governo do Ceará disse apenas que o VLT “estava funcionando em testes (sic), em operação assistida desde julho de 2017”. E a Metrofor — Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos — limitou-se a informar que ainda vai apurar.

CCO não funcionou — Segundo informações no site do Metrofor, o governo do Ceará contaria com uma equipe de 290 profissionais “dedicados dia e noite a manter o funcionamento e garantir a segurança do fluxo de trens”, que deveriam estar trabalhando no “CCO — Centro de Controle Operacional”, lugar onde seriam monitoradas e gerenciadas cada uma das viagens diárias no Metrô de Fortaleza.
“O trabalho do CCO é fundamental para a segurança durante as viagens, pois o Centro monitora a localização exata de cada trem, em tempo real, durante todo o percurso, em todas as viagens diárias”, informou o governo.
Ainda segundo o governo do Ceará, os trens só poderiam começar uma viagem depois do CCO autorizar. “Essa é uma medida fundamental de segurança, e se chama licenciamento de trem. Isso garante que não haverá acidentes, pois o CCO só autoriza a partida de um veículo quando constata que a via já está livre para o percurso”, explicou o Gerente de Controle de Tráfego, Antônio Carlos Pereira, chefe do CCO.
Esse centro funcionaria numa grande sala redonda (de 200 metros quadrados) localizada no bairro Moura Brasil, anexado à sede administrativa do Metrofor. Segundo o site do Metrofor, o monitoramento seria feito “por câmeras, sistemas de rádio, telefonia e fibra ótica para transmissão de dados, o sistema de telecomunicações”, permitindo “troca de informação com agilidade e precisão, entre os profissionais do CCO e as equipes nas estações”.

Quem é quem — O acidente pôs em cheque as varias gerências que existem no âmbito do Metrofor. Veja o nome dos gerentes e diretores envolvidos na operação e manutenção do metro de Fortaleza.
— GESOP (Gerência de Estações e Segurança Operacional): Plínio Coelho Araujo;

— GESIV (Gerência de Sistemas Fixos e Via Permanente):
Marcílio Mont’Alverne Girão;

— GEMOF (Gerência de Material Rodante e Oficinas): Manuel Francisco dos Santos Guimarães;

— GECOT/CCO (Gerência de Controle e Tráfego): Antônio Carlos Pereira.

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Plínio Araújo, gerente de estação e segurança operacional; e Antônio Carlos Pereira, gerente de controle de tráfego durante visita técnica ao Metro de Recife.