MP quer pai do presidente da OAB-DF depondo sobre violação do escritório de rival do filho

MP quer pai do presidente da OAB-DF depondo sobre violação do escritório de rival do filho

Advogada Thais Riedel, pré-candidata à presidência da Ordem, é a vítima

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requisitou à Justiça novas diligências no inquérito que investiga a violação do escritório da pré-candidata à OAB-DF, Thais Riedel.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) não tem prazo para decidir se acata ou não o pedido, para as oitivas.

No parecer o MPDFT pede 90 dias para realizar interrogar Délio Lins e Silva, pai e sócio do atual presidente da OAB-DF, Délio Lins e Silva Jr e Emerson, funcionário deles, além da advogada Thais Riedel, vítima da violação.

Em maio passado, foi divulgado pela imprensa que o presidente do Sindicato dos Empregados em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional e Entidades Coligadas e Afins do DF (Sindecof-DF), Douglas Cunha, esteve no escritório de Thais Riedel sete vezes em três meses. A informação não foi repassada pelo escritório da advogada e, portanto, há suspeitas de que tenha ocorrido violação do seu escritório, o que é crime. Para apurar os fatos, Thais buscou a delegacia e registrou ocorrência.

Durante as investigações, ficou comprovado que o escritório de Délio Lins e Silva Jr solicitou relatório de visitas de Douglas Cunha ao prédio onde ficam seu escritório e de Thais Riedel.

“A inviolabilidade do escritório do advogado é uma prerrogativa profissional, é uma garantia para a sociedade. É a certeza de que o cliente pode entregar todas as suas informações para que o advogado prepare sua defesa sem que ninguém, além do advogado, tome conhecimento do conteúdo. O que aconteceu no meu escritório é muito sério, é crime e precisa ser rigorosamente averiguado”, conta Thais Riedel.

Joaquim Pedro e Quiroga, advogados de Thais Riedel (ao centr).
Joaquim Pedro e Quiroga, advogados de Thais Riedel (ao centr).


Na última sexta-feira (23), Thais Riedel ingressou com representação no Conselho de Ética da OAB Nacional contra Délio Lins e Silva Jr e o acusa de ter usado politicamente a informação obtida com a violação do seu escritório.

“É inaceitável que o atual presidente da OAB-DF tenha apequenado de maneira tão vil a nossa profissão e o processo democrático, visto que a utilização das informações, frutos da violação, tiveram nítido fim de atingir uma concorrente nas eleições que se avizinham”, comenta.

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