Milionário transforma símbolo da Moura Dubeux em Recife em 'cabaré de alto luxo'

Milionário transforma símbolo da Moura Dubeux em Recife em 'cabaré de alto luxo'

Milionário tem dado festas constantes no prédio, com som alto e garotas de programa

Festa, som alto, bebidas alcoólicas e garotas de programa. Esse são os elementos que tem (literalmente) tirado o sono dos moradores das Torres Gêmeas, empreendimento de classe alta em Recife. Um milionário, que não teve o nome revelado, resolveu dar festas todos os dias (e madrugadas também) no local. Ele contrata garotas de programa que chegam seminuas e desfilam assim nas áreas comuns do prédio.

Revoltados, os vizinhos pedem a expulsão imediata do milionário farrista. A administração do condomínio chegou a multá-lo em R$ 2 mil pelo som alto. Em resposta, ele depositou R$ 20 mil na conta da admistradora já prevendo novas festas e quebra de regras. A situação constrangedora virou até música, chamada 'cabaré das Torres Gêmeas".

A obra das torres gêmeas, da construtora pernambucana Moura Dubeux, tem sido envolta em polêmicas desde a sua construção. Desde 2005, os espigões vinham sendo alvo de ações que tentavam barrar sua construção. O Ministério Público Federal (MPF) chegou a ganhar, em primeira instância, a ação que determinava a demolição dos arranha-céus. O Tribunal Federal da 5ª Região, em 2008, reformou a sentença e liberou as obras.

Três anos depois, o ministro José de Castro Meira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deu parecer favorável à empresa. Em reportagem da Folha de S. Paulo, em dezembro de 2016, foi publicado que o ministro é pai do advogado Marcos Meira, sócio da Moura Dubeux na construção de outro edifício de luxo, na Boa Viagem. Procurada pelo Metro1, a Moura Dubeux disse que sempre pautou sua atividade com transparência e que obteve decisões favoráveis em todas as instâncias judiciais. Disse ainda que “inexiste qualquer incerteza em torno dos empreendimentos”.

Entregues à elite pernambucana, as Torres Gêmeas protagonizaram um triste episódio em março de 2020. Foi do nono andar de um dos prédios que o menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, caiu, enquanto sua mãe, empregada doméstica, cumpria a obrigação de passear com os cachorros da patroa, Sarí Gaspar Côrte Real.

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