Impeachment de Bolsonaro depende da capacidade de Moro comprovar interferência do presidente na PF

Impeachment de Bolsonaro depende da capacidade de Moro comprovar interferência do presidente na PF

Novo pedido de impeachment de Jair Bolsonaro deve ser protocolado pelo líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES). A dupla acusa o presidente do crime de responsabilidade relatados pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que até agora não comprovou nada.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) entende que o histórico de Moro faz com que suas declarações tenham que ser levadas a sério e, se comprovadas, podem levar a crime de responsabilidade.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) defende a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar os relatos de Moro e deve apresentar uma representação nesse sentido a Procuradoria-Geral da República.

O vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM-RR), disse que o pedido de afastamento do presidente é motivado pelo calor do momento da saída do ex-ministro e que este não seria o papel do Parlamento.

No mesmo sentido do vice-líder do governo no Senado, também está o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio de Araújo Boudens, que afirmou não ver possibilidade de alguém fazer relato consistência de interferência nas operações realizadas na PF.

“Tudo isso é formatado por um grupo que é alheio as questões políticas e de gestão. Apenas naqueles momentos de fechamento das operações é que precisamos da gestão para dar as condições de logística. É o único momento que a gestão participa efetivamente da operação, e no final, quando as conclusões já foram feitas e a investigação terminada. Não vejo possibilidade de alguém fazer um relato consistência que houve uma interferência”, disse afastando a hipótese levantada por Moro e que embala os pedidos de impeachment da oposição ao governo Bolsonaro.