China acusada de encher Europa de equipamentos médicos defeituosos

China acusada de encher Europa de equipamentos médicos defeituosos

Os números são alarmantes, especialmente se tratando de materiais que tinham como objetivo combater uma pandemia que surgiu na própria China.

Um extenso relatório revela que a Europa adquiriu da China milhões de equipamentos defeituosos para combater o novo coronavírus, em plena pandemia.

"Na Espanha, o Ministério da Saúde revelou que 640 mil testes de coronavírus comprados de um fornecedor chinês estavam com defeito. Além disso, mais um milhão de testes de coronavírus entregues à Espanha em 30 de março por outro fabricante chinês também estavam com defeito", diz o documento.

A publicação é do Gatestone Institute, um centro de estudos e conselho de política internacional sem fins lucrativos dedicado "a educar o público sobre temáticas que os meios de comunicação em massa deixam de promover", segundo autodeclarção.

A organização revelou que "em 28 de março, a Holanda foi forçada a fazer o recall de 1,3 milhão de máscaras fabricadas na China porque estas não atendiam aos requisitos mínimos de segurança para o pessoal da área médica".

O que parecia ser um bom negócio se tornou uma grande dor de cabeça para o governo da Finlândia, que comprou junto à China 2 milhões de máscaras cirúrgicas e 230 mil máscaras respiratórias.

O motivo? "Quando submetido aos testes do órgão local de saúde, nesta quarta-feira (08), o material foi reprovado e não teve sua utilização autorizada", diz o portal. Na Holanda, o Ministério da Saúde do país emitiu um comunicado falando do imbróglio com a China.

"A primeira remessa de um fabricante chinês foi parcialmente entregue no último sábado. São máscaras com certificado de qualidade KN95. Durante a inspeção, constatou-se que a remessa não atendia ao nosso padrão de qualidade. Parte da remessa já havia sido entregue a prestadores de serviços de saúde, o restante da carga foi imediatamente retido e a distribuição cancelada".

"Enquanto isso, em 26 de março na Espanha, o Ministério da Saúde revelou que 640 mil testes de coronavírus comprados de um fornecedor chinês estavam com defeito. No quesito precisão, os testes fabricados pela Shenzhen Bioeasy Biotechnology Company na província de Guangdong, menos de 30% foram aprovados", informou o Gatestone.

Os números são alarmantes, especialmente se tratando de materiais que tinham como objetivo combater uma pandemia que surgiu na própria China. É comum a presença de falhas em certa quantidade de produtos feitos aos milhares, mas não quando os milhares defeituosos são a maioria.

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