BNB ganha destaque no BRICS: 1º em desempenho; 2º em alavancagem; e 7º banco brasileiro em capital no Top 1000 World Banks

BNB ganha destaque no BRICS: 1º em desempenho; 2º em alavancagem; e 7º banco brasileiro em capital no Top 1000 World Banks

Desde 2010, bancos de países dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) são monitorados anualmente pelo Banco Mundial no Top 1000, ranking publicado na The Banker, revista especializada do grupo Financial Times.

Antes da formação dos BRICs, em 2009, apenas um banco desses países estava no Top 10, o chinês ICBC, em 7º lugar; e outros 57 estavam no Top 1000. Hoje, os bancos dos BRICS compõem 1/5 do Top 1000, com 200 bancos.

O ranking Top 1000 World Banks analisa indicadores diferentes, classificando o desempenho dos bancos com base em 18 indicadores distribuídos em oito categorias. Os bancos foram avaliados segundo: 1) Crescimento (crescimento percentual anual de ativos, empréstimos, depósitos e receita operacional); 2) Rentabilidade (crescimento pré-imposto dos lucros, retorno sobre ativos, retorno sobre o patrimônio líquido, margem de lucro, utilização de ativos (e melhora anual nesses índices); 3) Eficiência operacional (relação custo-renda); 4) Qualidade dos ativos (encargos de prejuízo e crescimento de provisões, empréstimos não realizados, encargos de prejuízo como percentual do rendimento operacional total); 5) Retorno sobre o risco (retorno sobre ativos ponderados pelo risco ); 6) Liquidez (relação empréstimo-ativo, relação empréstimo-depósito); 7) Solidez (relação de ativos de capital); 8) Alavancagem (passivo total para ativos totais).

A análise avaliou o desempenho em 2018 e as ganhos percentuais entre 2018 e 2017. Para o ranking dos bancos do BRICS, os 10 maiores bancos foram analisados pelo desempenho dentro de cada país.

O fato novo do último Top 1000 World Banks, publicado em janeiro 2020, é a presença do Banco do Nordeste do Brasil na lista — figurando ao lado dos Banco Alfa (Rússia), Banco HDFC (Índia), China Construction Bank (China) e Banco Africano dê Desenvolvimento (África do Sul) — figurando no topo do ranking dos bancos de Melhor Desempenho. Apesar de estar como 7º maior banco do Brasil, BNB desponta como banco número 1 em termos de desempenho, mostrando que ser o maior não garante o desempenho mais forte.

O excepcional desempenho do BNB acontece dentro do ambiente desafiador da economia para seus bancos nos últimos anos. Além da colocação máxima em eficiência operacional, o BNB ocupa o 2º lugar no ranking de liquidez e no ranking de alavancagem. Na relação de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), o BNB ficou em 18,46%, crescimento impressionante ano a ano nos lucros pré-impostos e na margem de lucro saudável.

Não tem sido fácil para a economia do Brasil nos últimos anos, com altos níveis de desemprego e crescimento persistentemente baixo, bem como instabilidade política. Mas para o BNB, pelo menos, esses tempos de instabilidade têm sido de afirmação institucional e de consolidação administrativa. Depois de figurar na lista da corrupção, hoje o BNB tem tanto o capital superior a ativos quanto o menor passivo para as relações totais de ativos.

A volta do BNB a patamares saudáveis é mais do que uma boa notícia. Significa que o retorno da cultura republicana no país está a colher frutos.

 

Suma importância – É desnecessário falar da importância do Banco do Nordeste no desenvolvimento da região nordestina. O BNB surgiu em 1952 justamente para essa missão. É o principal gestor do bilionário FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), distribuído em pequenas e grandes operações, que vão do micro-crédito, comércio, indústrias, agro indústrias e agricultura familiar, injetando novos recursos na economia de nove estados nordestinos e também no semi-árido de Minas Gerais.

O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) contará com R$ 29,3 bilhões em 2020 para investimentos na agricultura, pecuária, indústria, agroindústria, turismo, comércio, serviços e infraestrutura. A programação financeira foi aprovada durante a reunião do Conselho Deliberativo da SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste). Os estados terão R$ 19 bilhões, seguindo a proporção de 5% para Alagoas; 21% para Bahia; 14% para Ceará; 3% para Espírito Santo; 10% para Maranhão; 6% para Minas Gerais; 6% para Paraíba; 14% para Pernambuco; 10% para Piauí; 6% para Rio Grande do Norte; e 5% para Sergipe.

Outra importante definição foi a ampliação da programação para o FNE do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) Urbano. Em 2020, será ofertado R$ 1 bilhão para a iniciativa, crescimento de 228% em comparação a 2019.