5 dias após demissão de 1.143 da fábrica Democrata o Governo do Estado lança decreto permitindo o retorno as atividades de industrias calçadistas

5 dias após demissão de 1.143 da fábrica Democrata o Governo do Estado lança decreto permitindo o retorno as atividades de industrias calçadistas

Sem assembleia geral o Sindicato dos Calçadistas de Santa Quitéria foi incapaz de assegurar empregos na Democrata. 

Os trabalhadores reclamam que não têm voz na negociação. Segundo eles, o sindicato está mais ao lado do empresário do que dos trabalhadores. Uma prova disso seria a ausência de assembleia geral para tratar da situação da empresa e dos trabalhadores perante a pandemia do covid19.

“Nós, deste sindicato, não poderíamos estar mais decepcionados com Clertiano da Silva”, disse um dos demitidos "em Off". “Ele foi incapaz de, pelo menos, ganhar tempo na negociação com a Democrata. 5 dias depois da nossa demissão o Camilo liberou a fábrica pra funcionar”.

Clertiano da Silva, que foi supervisor da fábrica antes de tornar-se diretor sindical, tenta negar a acusação, afirmando que foram propostas pelo menos duas alternativas à empresa para evitar a demissão em massa. 
 
“Uma delas era determinar férias coletivas de dois meses, com pagamento de salário e pagamento parcelado em até 15 vezes das férias. A outra era a redução da carga horária com redução salarial. No entanto, a empresa não acatou as propostas”, disse ao jornal Diário do Nordeste o sindicalista. 
 
Sem citar a Medida Provisória N° 936/2020 — que trata da decisão do Governo Federal de arcar com até dois meses do salário dos empregados, para impedir demissões em massa —, a passividade do sindicalista Clertiano causou estranheza. “Clertiano parece concordar com a decisão da empresa”, disse (em off) outro demitido.