TENET: a nova viagem de Christopher Nolan

TENET: a nova viagem de Christopher Nolan

Confuso, intrigante, instigante, complicado.

Ainda que Christopher Nolan seja autor de filmes como Dunkirk, do tipo bem pé no chão, sólido e sem grandes apetrechos, desde o excelente Amnésia de 2000 pudemos notar que o melhor dele é o fora da curva.

Responsável por alguns dos melhores filmes de heróis, sua trilogia do Batman, inclusive alguns consideram Batman: O Cavaleiro das Trevas Resurge de 2012 como o melhor, o autor tem uma longa lista de grandes sucessos.

Mas é quando chegamos a A Origem de 2012 e Interestelar de 2014 que as coisas começam a ficar estranhas e ainda melhores.

Então chegamos a TENET, palavra que permanece a mesma escrita de trás para frente e indica a direção para onde Nolan quer nos levar. O longa é um daqueles filmes que se você parar para ver quem lhe mandou mensagem, ou conferir quantas curtidas a foto da sua salada recebeu no instagram, muito provavelmente você terá grandes problemas para se recolocar e acompanhar o que está acontecendo.

Já de cara, na primeira cena do filme ele faz questão de jogar loucuras na sua cara, para então poder desenvolver a história com acontecimentos mais mundanos, fazendo com que, quando a barata voar e a loucura se instaurar, não lhe jogue para fora do filme, explodindo o que você tiver de suspensão de descrença.

Tenet é um daqueles filmes que deverá ser assistido mais de uma vez. Em vários momentos temos muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e essas coisas não serão muito mundanas e intuitivas.

Vale a fritada no cérebro, principalmente para os fãs de A Origem e Interestelar.