Soul: a obra mais adulta da Pixar

Soul: a obra mais adulta da Pixar

A nova animação trás a sensibilidade de sempre, mas com reflexões mais profundas.

A história de Joe, um cara apaixonado por música, que lutou a vida inteira por uma chance de viver o sonho de se tronar um músico reconhecido, pode parecer limitada às pessoas com os mesmos desejos. Na verdade, a maioria de nós tem aquele desejo de criança de ser um rockstar, ou um escritor cujos livros virem série ou filme, ou que seu canal viralize com milhões de inscritos.

Soul tem um gostinho de Divertidamente, com um pouco de atenção se pode perceber as semelhanças no modo de apresentar os conflitos, de antropomorfizar conceitos, mas não, Soul não é uma mera cópia sem alma (não resisti).

É aquele tipo de filme que quando termina, ainda que tenha lhe trazido momentos tristes, você sai dele com aquele quentinho no peito. Ele trata com muita delicadeza os desejos, as frustrações da vida real, os medos e principalmente, levanta a questão do significado da vida em si, qual o seu propósito?

Um trabalho incrível de dublagem, tanto da original que conta com o talentosíssimo Jamie Foxx na voz do protagonista, quando na dublagem nacional. Na parte de som, como era de se esperar, a dublagem, ainda que sublime, não é o ponto principal. Toda a trilha carrega a melancolia característica dos estilos musicais norte americanos, assim como seu certo otimismo cínico.

Se você um dia sonhou em ser músico, ou se tem a música como parte importante da sua vida e ainda possui uma alma, esta animação vai lhe agradar. Disponível na Disney+.