Segunda temporada de Umbrela Academy: mais do mesmo e mais de novidade

Segunda temporada de Umbrela Academy: mais do mesmo e mais de novidade

A série que veio substituir as séries da Marvel na Netflix estreia entre paradoxos dentro e fora da trama

A série estreou em fevereiro de 2019 a agradou tanto ao público quanto à crítica. The Umbrella Academy é inspirada em uma série de quadrinhos de mesmo nome publicada desde 2007 pela Dark Horse Comics e acompanha a história de sete crianças adotadas por um pai severo e incapaz de demonstrar afeição.

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A série difere em alguns pontos do quadrinho, mas vamos tratar apenas da trama da série e sem spoilers para quem ainda não viu e possa se interessar.

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Em 1989, espalhadas por todo o mundo, inexplicavelmente e em apenas questão de minutos, 43 mulheres engravidam e dão a luz a crianças. Sir Reginald Hargreeves, um excêntrico bilionário adota sete destas crianças. A questão é que seis destas crianças desenvolvem poderes extraordinários, sendo treinados desde a infância para combater o mal onde e na forma que ele surgir.

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Uma premissa e um propósito muito nobre, entretanto o que Sir Hargreeves consegue são sete adultos desajustados, cheios de problemas de relacionamentos e que mal se suportam uns aos outros, isso até que uma grande ameaça surge, obrigando-os a estarem juntos para resolver. Tudo isso embalado por uma ótima trilha sonora colocada nos momentos mais convenientes.

SEGUNDA TERMPORADA TEM MAIS E TEM O MESMO
Seguindo o ritmo acelerado da primeira temporada e segunda começa bem onde e primeira termina. Bom, em parte. Somos apresentados aos primeiros momentos logo após o fim da temporada, mas já em seguida estamos mais à frente um pouco, seguindo os acontecimentos depois de algum tempo de adaptação às suas novas situações.

A série mantém seu jeito de mostrar seriedade sem se levar tão a sério, fazendo piadas com suas próprias desgraças. A trama central, trás uma repetição da primeira temporada, entretanto conforme se passam os episódios percebemos que, ao contrário de outras obras em que vimos isto acontecer, aqui não se trata de um recurso meramente preguiçoso. Esta repetição serve à narrativa. Tanto para trazer uma sensação de "o que você faria nesta situação" versus "o que você faria nesta situação se já tivesse passado por ela antes".

Como já conhecemos aqueles personagens, a história se preocupa muito mais em desenvolvê-los. Claro, há pequenos probleminhas como alguns momentos que certos personagens que aprendemos a gostar e se importar fazem coisas estúpidas que quando eles se dão mal, nos pegamos pensando "bem feito!". A despeito destes poucos momentos, temos vários deliciosos em que chegamos a esquecer da grande ameaça e curtir aquele instante puramente ordinário.

Destaque para Robert Sheehan que interpreta o Klaus, o Número Quatro, que está completamente solto. Há momentos que você chega a ver um tanto de Jack Sparrow em seus trejeitos e maneirismos. Sua atuação vai de momentos de puro destrambelho a uma tristeza tão profunda que chega a doer. Nesta temporada também somos presenteados com mais momentos de Justin H. Min, o cercado de mistérios Ben ou falecido Número Seis, com suas ótimas interações com Klaus. Além deles dois, aprendemos mais sobre cada um, mesmo sobre o passado da mãe e do pai dos garotos.

Não há como falar de atuação e não comentar o trabalho do garoto Aidan Gallagher. O jovem de apenas dezessete anos que lhe convence ser um velho de 60. Claro que ainda há muito de bruto a ser lapidado pela experiência, mas mesmo tão novo, Gallagher demonstra mais camadas e uma dedicação maior pelo trabalho que pela fama que muito "palhaço oscarizado" por ai. O futuro promete.

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Há alguns pequenos probleminhas na série que podem incomodar mais uns do que outros, mas para a maioria será uma viagem bastante divertida e intensa.

Quem viu a primeira e gostou, vale a pena continuar. Quem ainda não viu, dê uma chance, assista dois episódios para ver se a série lhe cativa.

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