Power poderia ser um pouco mais poderoso

Power poderia ser um pouco mais poderoso

O novo filme de super humanos da Netflix demonstra muito potencial, mas nem tanto resultado

Project Power, ou apenas Power como foi largamente anunciado estreou no último dia 14 de agosto entre os filmes originais da Netflix.

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O filme trata sobre um pai em busca da filha em um mundo onde existe uma droga que é capaz de libertar os poderes intrínsecos de cada indivíduo durante cinco minutos. Em alguns casos, a pessoa apenas explode em pedaços ou se dissolve em uma poça borbulhante. Mas para os "sortudos" detentores de potencial para poderes como pegar fogo, super força, super resistência e coisas do tipo.

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Além de um trailer bem montado que consegue empolgar, a própria premissa é interessante, mas infelizmente não tão bem executada. Ainda que o filme conte com ótimas atuações como as de Jamie Foxx e Joseph Gordon-Levitt, que já costumam entregar grandes trabalhos, o destaque fica para a pouco conhecida Dominique Fishback, na pele da pequena traficante e rapper Robin.

A trama é bem simples, as cenas de ação, principalmente as mostradas nos trailer são bacanas, mas você sente que há algo faltando no filme. Ainda que possua a duração média de filmes do gênero, quando chega ao final trás uma impressão de ficou faltando algo, um desenvolvimento talvez, contar mais daqueles personagens antes de solucionar o problema, ou mesmo o problema escalonar e ser necessário outra abordagem.

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Power não é ruim, nem como filme de supers, nem como filme de ação. Mesmo a presença de Rodrigo Santoro em certo ponto trás a pergunta "porque ele está neste papel", dado que o caminho de seu personagem é "qualquer nota".

No fim o filme diverte e entretém, toca superficialmente em assuntos sociais, mas fica claro que estes atores e esta premissa poderia e deveria ter sido bem mais, ainda se comparado a obras semelhantes como Poder Sem Limites e Heróis (Push de 2009, não a série).

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