O Diabo de Cada Dia: Homem Aranha, Soldado Invernal, Batman e Pennywise juntos no novo e incomum filme da Netflix

O Diabo de Cada Dia: Homem Aranha, Soldado Invernal, Batman e Pennywise juntos no novo e incomum filme da Netflix

Com um elenco de estrelas (e alguns "ei, eu conheço esse cara...") o longa parece estranho, mas entrega

Em mais um daqueles momentos "ah, tem esse ator, vou ver se este filme é bom", cheguei aO Diabo de Cada Dia sem saber coisa alguma além da presença de Tom Holland, que fez um belo trabalho nos filmes do Homem Aranha e até mesmo improvisou uma das cenas mais emocionantes de Guerra Infinita. Imaginava que se trataria de um suspense e conforme o filme seguia e as mazelas iam se acumulando, pensei que se trataria de um filme sobre um assassino. Então outros grupos de personagens começam a ser revelados e suas próprias mazelas contadas. Em alguns momentos o filme "dibra" o expectador indo para lá e para cá, te deixando meio sem entender o que está acontecendo, para depois lhe mostrar do que aquilo se tratava.

Mesmo depois de terminar de ver o filme, ainda sou incapaz de classificá-lo com segurança (um ajudante de locadora teria problemas se elas ainda existissem para saber em qual sessão colocar). Na falta de uma especialização da minha parte, diria que se trata de um drama, que é tipo o curso de Administração, quando você não sabe o que fazer, joga para lá. Mas ainda não seria uma descrição correta.

Em vários momentos o filme me lembrou Pulp Fiction, filme de Quentin Tarantino de 94. Os acontecimentos com os diferentes grupos de personagens vão escalonando e você vai tentando entender qual a relação entre eles, e coisas malucas acontecem, e temos cenas que parecem não dar em nada até que dão. Não, não é uma cópia do Quentinho, mas claramente o cineasta influenciou a produção.

No elenco temos Tom Holland como o jovem Arvin Russell (sem mais adjetivos para evitar spoilers), o futuro Batman e ex-vampiro-brilhante Robert Pattinson, provando que nem só de Cedrico e Edward vive o homem e ambos entregam excelentes atuações. O filme também conta com Bill Skarsgård (que ainda bem que estou escrevendo para não ter de tentar pronunciar esse nome), o Pennywise de It e membro de uma baita família de grandes atores, Sebastian Stan (o dublê de Luke Skywalker), mais conhecido como Soldado Invernal dos filmes da Marvel e Harry Melling (só eu acho curioso o cara que fez o Duda Dursley chamar-se "Harry"?), que assim como em Old Guard (também da Netflix) entrega um trabalho apenas ok, sem grande destaque.

É um filme um tanto "indigesto" e até mesmo pode ofender algumas pessoas extremistas religiosas. Existe uma diferença entre "vi, entendi e não gostei" e "este filme denigre Jesus Cristo e faz uma lavagem cerebral incentivando o assassinato". SEJE MENAS! O Diabo de Cada Dia mexe muito com assuntos religiosos, mas seu alvo são as pessoas e seus erros, não seus credos. Assim como também fala muito do mal do ser humano, em várias formas, por vários motivos. E até mesmo trata de boas ações por maus motivos e más ações por bons motivos e como algumas vezes há situações cuja definição depende do ponto de vista.

Em tempo: atenção para o final. Posso estar errado, mas juntando o visual de um personagem que aparece meio escondido e suspeito na última cena, a época em que o filme se passa e o local que o personagem cita, eu cheguei a uma conclusão bem impactante. Mas posso estar vendo gatos em núvens. Apenas veja e caso as informações não lhe chamem a atenção, google.

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