Gambito da Rainha: razão e sensibilidade em uma belíssima minissérie

Gambito da Rainha: razão e sensibilidade em uma belíssima minissérie

 Ainda que você não saiba coisa alguma sobre xadrez, há razões de sobra para curtir a obra.

Xadrez é uma daquelas coisas que todo mundo sabe o que é, admira, mesmo que seja em segredo e chame de jogo chato da boca para fora, mas que sempre foi envolvido em certa elegância.

Filmes e séries sobre xadrez e sobre prodígios em alguma atividade não são novidade alguma. Ainda que Gambito da Rainha seja justamente esta dupla repetição, ela o faz com uma delicadeza e uma sensibilidade que são deliciosos de assistir.

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A minissérie tem um tom tão bom, que mesmo se tratando de um drama, não causa aquela ressaca de depressão que as obras do tipo costumam causar. E não se engane, desgraça não falta na vida da pequena Beth Harmon, interpretada pela adorável Anya Taylor-Joy, mais conhecida pelo filme A Bruxa. A composição da personagem é algo de um bom gosto, de uma profundidade destaca naqueles lindos olhões da atriz. Há alguns momentos, que mesmo que você entenda de xadrez, como o destaque está nos rostos dos personagens, não há como saber se cada jogada foi "boa" ou "ruim", exceto que está tudo lá, expresso nos olhos da menina.

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Gambito da Rainha (também conhecida no Brasil como "Dama"), inspirada no livro homônimo de Walter Tevis, está disponível na Netflix em apenas sete episódios. Recomendado a quem pelo menos simpatiza com o jogo e/ou aqueles que devoram todos os dramas que encontram.