Dragon's Dogma: a nova adaptação das telas dos vídeo games para a Netflix

Dragon's Dogma: a nova adaptação das telas dos vídeo games para a Netflix

Unindo-se a Ni No Kuni e Dragon Quest no catálogo de originais Netflix, Dragon's Dogma é a nova série em animação inspirada em um jogo

A maldição é antiga, quem se lembra do filme do Super Mario ou de Double Dragon, ainda sustenta as cicatrizes. Jogos de vídeo game não funcionam fora dele, assim dita a maldição. Há quem sustente que sempre será assim e há os patologicamente otimistas como eu que prefere ver o copo meio cheio de hidromel. Mas a verdade é que foram muitos Street Fighter: Chun Li para poucos The Witcher e ainda mantemos nosso ceticismo.

No início de 2012 a CAPCOM lança Dragon's Dogma para praticamente todas as plataformas da época. O jogo teve uma recepção morna, ainda que seja amado por seus fãs. Aparentemente quem sobreviveu a mais de duas horas do jogo, o trás no coração até hoje.

O jogo atendia à demanda sem fim por experiências heroicas e fantásticas como o eterno Skyryn, Amalur (que teve seu remake lançado recentemente) e algumas dezenas de outros que aquecem nossos corações no fogo dos dragões e saciam nossa ganância com moedas de ouro digitais.

O DOGMA
"DOGMA:
Substantivo masculino
Religião. Ponto fundamental ou mais importante de uma doutrina religiosa que se apresenta como algo indiscutível ou inquestionável.
Causa delimitada; opinião estabelecida, firmada ou inquestionável; preceito.
Qualquer discurso ou ideologia de teor inquestionável.
Etimologia (origem da palavra dogma). Do grego dógma.atos, pelo latim dogma.atis."

Ethan, um homem de passado sofrido, deixa a esposa grávida em casa enquanto sai para caçar nas montanhas com o jovem órfão Louis, a despeito de toda a vila optar por pescar. De acontecimentos bem comuns em obras do gênero, parte a história de Dragon's Dogma. Antes até de continuar, preciso citar dois problemas gritantes: ainda que haja momentos bonitos e eficientes em sua maioria, há alguns "CGs", alguns modelos feitos por computador cuja única alcunha que consigo dar é "CGzinho sem vergonha". Feios, feios mesmo, tipo boneco de borracha. O outro problema é que se você for um consumidor costumas de obras de fantasia heroica, se parar um instante e prestar atenção no que está acontecendo consegue contar tudo de mais importante que virá pela frente. Sim, "clichês" e "previsível" são as palavras que estou procurando. Entretanto, aparentemente semelhante ao jogo, se você sobreviver ao início, é muito provável que acabe se apegando.

Os personagens são simples, há um esforço para dar-lhes profundidade que até certo ponto funciona. Alguns dos vilões são parnasianos e arquetípicos, mas cumprem o papel de serem odiados.

Ainda que haja momentos de "gráficos feios", houve um esforço por parte da produção de trazer os modelos originais dos jogos, como podemos ver com o grifo e o ciclope.

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Há várias diferenças em relação ao jogo, há coisas que só quem jogou vai pegar e certamente os fãs mais extremistas vão reclamar. Se você não jogou e gosta do tema, recomendo que dê uma chance, veja ao menos o primeiro episódio. Quem sabe ele cai nas suas graças.

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