Convenção das Bruxas: o dia das bruxas se aproxima e com ele os filmes temáticos ressurgem

Convenção das Bruxas: o dia das bruxas se aproxima e com ele os filmes temáticos ressurgem

O remake do querido filme "Sessão da Tarde" dos anos 90s retorna com uma roupagem mais moderna e muita computação gráfica.

A verdade é que nós, brasileiros, não dispensamos um bom motivo para fazer festa e já que o halloween norte americano parece tão divertido, porque não dar aquela kibada e festejar também? Na onde deste dia tão a cara do tio Sam, é comum o lançamento de filmes, séries e jogos ligados a bruxas ou no mínimo do gênero de terror.

Convenção das Bruxas, lançado agora dia 22, foi escrito e dirigido por Robert Zemeckis, o mesmo de De Volta para o Futuro. Assinam também o roteiro Guillermo del Toro e Kenya Barris.

Para quem não souber, este e o original de 1990 são inspirados no romance de mesmo nome de Roald Dahl, sendo conhecido no original como "Roald Dahl's The Witches ".

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Por ser um clássico dos filmes das tardes dos anos 90s, há um carinho e um saudosismo envolvidos inerentes a este título, que, infelizmente não sinto que foi correspondido. Anne Hathaway mais uma vez chamada para um papel que não lhe caiu tão bem. Não me entenda mal, ela é uma tremenda atriz, mas vamos concordar que ainda que eu vibre com as atuações brilhantes de Anthony Hopkins, eu jamais o escalaria para interpretar Elvis Presley em uma cine biografia. Simplesmente há atores e atrizes que se encaixam melhor em cada personagem. O trabalho de Hathaway em Convenção das Bruxas é muito bom, mas você simplesmente deixa aquela sensação constante que tem algo errado.

NEM TUDO SE RESOLVE POR COMPUTADOR
O maior problema do filme fica por conta de certa covardia de seus realizadores. Seu antecessor possuía um clima galhofa por si, uma falta de seriedade proposital, como em Os Fantasmas se Divertem, ou nos Caçafantasmas. Isso lhes dava liberdade de ir ao absurdo. Esta nova versão flerta com o lúdico, mas tenta manter um pé no realismo e isso prejudica muito a imersão. Causa no expectador uma inquietação de não saber em que ponto graduar sua suspensão de descrença. Bem melhor teria sido a obra abraçar a fantasia e se deixar levar.

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Outro problema que pode detonar a diversão de muita gente são os "CGIs", ou seja, os efeitos em computação gráfica. Em vários momentos, principalmente dos animais, para quem está acostumado a ver filmes com este recurso, ou pior, quem joga vídeo games, sentirá uma estranheza terrível. O termo técnico de Hollywood para isso é "efeitos em computação xexelentos".

Para aqueles que têm o filme em seus corações e não querem revê-lo devido risco de descobrir que ele nem era tão bom quanto é na sua memória, recomendo conferirem quando este novo chegar a algum serviço de streaming, mas eu não gastaria uma nota com ingresso e pipoca, nem me exporia a uma ida ao cinema para assisti-lo.