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Ceará mostra avanços na alfabetização escolar, mas enfrenta crise de analfabetismo adulto

Ceará mostra avanços na alfabetização escolar, mas enfrenta crise de analfabetismo adulto

Ceará tem alcançado progressos notáveis na educação básica. De acordo com o Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Estado do Ceará (Spaece), 97% das crianças cearenses no 2º ano do Ensino Fundamental terminaram o ano letivo de 2023 alfabetizadas. O Spaece avaliou mais de 285 mil alunos em 3.695 escolas, revelando um regime de colaboração intensificado entre o Estado e os municípios, focado na educação de qualidade.

Porém, enquanto as crianças avançam, o Estado enfrenta uma crise no analfabetismo entre adultos. Dados do Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 14,1% dos cearenses com 15 anos ou mais – cerca de 987 mil pessoas – não sabem ler nem escrever. Essa é a quinta maior taxa de analfabetismo do país, muito acima da média nacional de 7%.

A situação se agrava ao analisarmos as discrepâncias etárias e raciais. Entre jovens de 15 a 19 anos, a taxa de analfabetismo é de 1,9%, mas explode para alarmantes 39,7% entre idosos de 65 anos ou mais. As disparidades raciais são chocantes: entre pretos e pardos, as taxas são de 20,8% e 17%, respectivamente, bem acima da média estadual de 14,1%.

Esses números são um grito de alerta para a urgência de políticas públicas mais eficazes e direcionadas para erradicar o analfabetismo, especialmente entre os mais vulneráveis. Continuar investindo na alfabetização infantil é essencial, mas a crise de analfabetismo adulto exige ações imediatas. O Ceará mostra que pode avançar, mas precisa expandir seus esforços para garantir uma sociedade mais justa e alfabetizada para todos.