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Em Meio à Desorganização e Indecisão do Ceará, Piauí Sai Ganhando

Em Meio à Desorganização e Indecisão do Ceará, Piauí Sai Ganhando

"Camarão que dorme, a onda leva", diz a sabedoria popular. Durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Felipe Mota (União) expressou preocupação com a situação do estado diante da corrida pela produção de hidrogênio verde. Segundo o parlamentar, o Ceará sofreu um revés no setor, enquanto o Piauí foi beneficiado com um aporte de dois bilhões de euros da União Europeia para financiar projetos de hidrogênio verde, especialmente um da Green Energy Park.

A presidente da União Europeia, Ursula Von der Leyen, confirmou na última segunda-feira (20/11) o financiamento, o que gerou lamentações por parte de Felipe Mota. Ele criticou a postura do Governo Federal, alegando que o Ceará, que se considerava na vanguarda desse processo, foi surpreendido pela decisão que favoreceu o estado vizinho.

Outro ponto abordado pelo deputado foi a proposta de orçamento para 2024, em tramitação na Assembleia. Mota destacou o alto investimento em benefícios para indústrias no Ceará, ressaltando dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) que indicam um decréscimo na Receita Corrente Líquida. Ele alertou para a necessidade de uma análise cuidadosa dos gastos e aconselhou humildade na elaboração de emendas à Proposta de Lei Orçamentária.

Em aparte, o deputado Sargento Reginauro (União) endossou a posição do colega, ressaltando o crescente endividamento do Ceará. Já o deputado Cláudio Pinho (PDT) expressou preocupação com a perda de investimentos em relação ao hidrogênio verde, afirmando que o estado foi passado para trás. A discussão sobre o futuro energético do Ceará continua atraindo a atenção dos parlamentares diante das recentes decisões.