O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece como favorito para a eleição presidencial de 2018. Novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (27), mostra que o petista venceria a disputa com os demais adversários em todos os cenários.

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“Alguém tem que chutar pro gol, ou como disse Bernardinho (ao aceitar a candidatura a governador no Rio de Janeiro), alguém tem que pegar essa bomba, né”, assim falou hoje Domingos Filho admitindo pela primeira vez que aceita o desafio de ser o candidato a governador do Ceará em 2018.O anúncio veio seguido de cinco outras declarações:

1º) O desafio é grande, mas não insuperável; 

2º) Vamos conseguir dar conta, temos como vencer o medo e mudar o Ceará;

3º) O descrédito dos governantes é geral, mas uma agenda positiva; com um plano de ação imediata; com horizonte claro; com começo, meio e fim; com os pés no chão, pode mudar essa negatividade desanimadora;

4º) A defesa da transparência foi o fator que mais pesou na decisão. O governo extinguiu o TCM porque não quer as contas públicas fiscalizadas, e nós sabemos que a qualidade do gasto público depende da qualidade da fiscalização desse gasto. Nesse ponto, a extinção do TCM revela também o abandono do interior;

5º) O péssimo momento vivido no Estado devido a essa falta de segurança pública sem precedentes, também pesou; alguém tem que enfrentar o crime e os criminosos de cabeça erguida, fazendo o que é necessário, sem invencionices, o Ceará Pacifico virou um oceano de sangue; vamos devolver a paz para os cearenses bem preparados para a guerra.

Medo de rasteira — A preocupação com o tempo perdido uniu Domingos Filho e o deputado estadual Capitão Wagner, que passaram a dividir o mesmo pensamento sobre 2018, que a oposição precisa se mover, porque o Camilo já está em campanha e “nós estamos parados”. Assim como Domingos, Capitão Wagner não subirá em palanque com Cid ou Ciro Gomes, nem aceita posições dúbias que desmobilizem a oposição estadual.
“Não dá para aceitar posições dúbias e ainda ficar à reboque de manobras sabotadoras, por isso é melhor construir uma chapa de oposição pura para 2018, para que possamos marchar em total clima de confiança, sem temer atos de traição ou sabotagem. Nesse sentido, o caminho é Domingos governador e Wagner senador, não dá para confiar no Tasso. Camilo continua inseguro, não vai sustentar a cobrança, vai gaguejar no debate. Na crise do TCM, durante todo o debate, Domingos mostrou perseverança, espírito de luta, elegância e firmeza, foi um guerreiro. É um parlamentar acostumado e que gosta de debater, tem os nervos no lugar”, comenta (em off) um deputado federal defensor da chapa Domingos-Wagner.
Mas diante do quadro, não seria melhor que o candidato a governador fosse o Capitão Wagner?
— Em termos, responde (em off) um aliado do Capitão Wagner consultado. E explica o motivo:
— Apesar das pesquisas apontarem Wagner como candidato muito forte para governador, é mais factível ele entrar na disputa de uma das duas vagas para o Senado. O fato de estarem empurrando Wagner para concorrer ao governo, pode ter por objetivo deixá-lo sem mandato, reduzindo assim suas chances objetivas de ser eleito prefeito de Fortaleza em 2020. Por isso, a eleição de Wagner para o Senado é mais factível.

A vez de Wagner — Embalado pela expressiva votação para prefeito de Fortaleza em 2016, quando foi para o segundo turno, em recente pesquisa para consumo interno, não registrada no TRE-CE, realizada em setembro, encomendada pelo ex-prefeito de Maracanaú Roberto Pessoa a um instituto de pesquisa estadual, Capitão Wagner aparece tecnicamente empatado com Camilo na disputa para governador. Camilo (apesar de estar correndo sozinho) teria 44% e Wagner 42%, ao passo que Wagner dispara para senador, chegando a alcançar 47% na pesquisa estimulada; e também liderando com 12% na pesquisa espontânea, ao lado do senador Eunício Oliveira.
O cenário eleitoral para 2018 não está nada confortável para Camilo, nem para Ciro e nem para Cid. Há chances objetivas de derrota.
“Ciro perde feio para Lula e até para Bolsonaro dentro do Ceará. Camilo aparece empatado com Wagner. E Cid não lidera para o senado conforme esperava”, comenta (em off) a fonte que teve acesso a pesquisa na íntegra.
“Há o que chamam de ‘fadiga de material’, tudo indica que os Ferreira Gomes cansaram o eleitor cearense, que está rejeitando geral a mesmice de sempre. E eleitor sabe que Camilo não é o líder, mas um liderado”, acrescenta a fonte.

Esperando Jereissati — Outros líderes da oposição cearense como Roberto Pessoa do PR, o deputado federal Genecias Noronha do Solidariedade e o ex-vereador por Fortaleza Marcelo Mendes do PROS, acompanham atentos às movimentações e devem fechar com a idéias da oposição pura sem dubiedades, contudo, estes esperam a decisão do senador Tasso Jereissati se será ou não candidato.
“Tasso sobre a eleição 2018 ainda não falou nada afirmativo, apenas um pode-ser-que-sim ou pode-ser-que-não, sendo mais provável que a decisão seja não, e ele opte por alguém desconhecido, que só vai facilitar a vida do governo”, analisa (em off) um deputado federal.
Tasso está muito empenhado na disputa pela presidência nacional do PSDB contra o governador de Goiás Marconi Perillo no próximo dia 30 de novembro, contudo, dão como certo que Tasso renunciará a disputa, caso o governador Geraldo Alckmin aceite ser o tertius e torne-se presidente nacional dos tucanos. “Anunciaram em notinha na imprensa nacional uma espécie de retirada de honra para Tasso, que faria revisão médica nos Estados Unidos. Segundo comentários nos bastidores políticos, Tasso tem 16 stends espalhados pelo corpo. “Onde apertar no ‘homi’, ele tem uma válvula”, lastima a fonte.
A dubiedade e o aparente corpo mole de Tasso, além da indicação que fez de gente de sua confiança para secretário do governo Camilo, acendeu a luz amarela nos bastidores da oposição, formada por adversários políticos que tornaram-se inimigos pessoais dos irmãos Ferreiras Gomes.
Tasso poderia estar sabotando a oposição?
“Diante dos elogios do governador Camilo Santana a Tasso, isso é bem possível”, conta (em off) um oposicionista.
“Acho que Tasso não seria um candidato para valer; não está condições plenas de saúde para concorrer. Na campanha de senador enfrentou um candidato cristianizado pelo governo, o Mauro Filho. E também não teve durante estes anos todos nenhum interesse direto afetado pelos Ferreiras Gomes”, comenta outro membro da oposição.
“Não podemos ficar esperando por Tasso, até porque a oposição é um sentimento, não uma pessoa. Esse compasso de espera apenas nos desarticula e fragmenta. Precisamos de uma cara para começar a agregar. O que estamos assistindo é mais uma tentativa dos Ferreiras Gomes de escalar seus adversários. Já fizeram isso outras vezes”, comenta outro membro da oposição.
Há quem prefira esperar Tasso, relembrando que Tasso sempre negou que seria candidato nas últimas vezes que se candidatou e venceu. “Tasso já foi governador do Ceará por três vezes”, diz um membro da oposição que acredita que as intenções do Tasso são boas e que merecem confiança.

Domingos — Domingos Gomes de Aguiar Filho nasceu em Fortaleza no dia 9 de outubro de 1963. É casado com a advogada Patrícia Aguiar, que atualmente comanda o Finep Nordeste, escritório voltado para apoiar a Inovação Tecnológica na região. Tem dois filhos. É pai do deputado federal Domingos Neto e da médica Gabriela Pequeno.
Formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará, especializado em Direito Administrativo. É servidor público desde os 18 anos de idade. Começou como agente administrativo da Fundação de Saúde até tornar-se braço-direito do deputado estadual Antônio Câmara, político que fez história no Ceará ao comandar a ampla frente democrática que derrotou às tentativas de dominação absoluta do Ceará pelo chamado Grupo do Cambeba liderado por Sérgio Machado, político cearense derrubado na operação Lava Jato.
Domingos é líder político do sudoeste cearense. Sua base eleitoral está nos Inhamuns, maior região administrativa do Ceará, mas sua liderança alcança importantes cidades do centro sul, do sertão central e até na Região Metropolitana de Fortaleza. Ao longo dos cinco mandatos, recebeu expressiva votação em Fortaleza.
Foi eleito quatro vezes deputado estadual, nas eleições de 1994, 1998, 2002 e 2006. Foi duas vezes presidente da Assembléia Legislativa, sendo considerado o presidente que fez a abertura política do poder, ao criar a lei da Iniciativa Compartilhada, que permite à sociedade ter prerrogativas parlamentares para apresentar idéias que podem ser transformadas em projetos de lei.
Historicamente ligado à defesa da Transparência, Domingos é autor do código para julgamento de prefeitos e vereadores flagrados em infrações administrativas.
Em 2008, presidiu o Parlamento Nordestino, o Parlatino, fórum que encaminhou temas de interesse para o desenvolvimento sustentável da região, como a defesa da agricultura familiar, do programa biodiesel, dos programas e garantias sociais e a Transposição das águas do rio São Francisco.
Em 2010 foi eleito vice-governador do Ceará na chapa com Cid Gomes, de onde saiu para a presidência do Tribunal de Contas dos Municípios, órgão recentemente extinto por perseguição política.
Domingos Filho comanda o PSD no Ceará, partido formado por dissidentes do PSDB, que leva o nome do ex-presidente Juscelino Kubistchek e é liderado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, hoje ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do governo Temer.
PSD tem 3 governadores e 539 prefeitos; 5 senadores e 38 deputados federais; 75 deputados estaduais e 4,638 vereadores no Brasil.
Independente da coligação, o PSD tem garantido um bom tempo na TV, cerca de 2 minutos, pelo número de deputados federais filiados ao partido, é a terceira bancada na Câmara dos Deputados. Nesse caso, aliado a outros partidos de oposição, Domingos poderá ter entre 3 a 4 minutos do tempo reservado a propaganda eleitoral obrigatória.

 

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Brasília – O  plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar hoje à noite dois processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), acusados de propaganda eleitoral antecipada.

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Um grupo de familiares e amigos foi beneficiado com recursos públicos durante a gestão do ex-governador cearense Ciro Gomes (1991-94), apontado como um dos possíveis adversários do presidente Fernando Henrique Cardoso na eleição do próximo ano.

Para ajudar pessoas que haviam trabalhado na campanha eleitoral, foram registradas duas empresas, a agência de publicidade Criação Ilimitada, nascida depois da vitória de Ciro, e a CMK, uma consultoria de marketing, que surgiu dez dias antes da posse, em 5 de março de 91.

As duas funcionavam no mesmo endereço do escritório de Ivo Ferreira Gomes, irmão de Ciro, localizado na rua Santos Dumont, 1343, salas 1101 e 1102, em Fortaleza.

Segundo levantamento da empresa Nielsen Associados, o governo do Ceará alcançou a quinta colocação no ranking dos maiores gastos de publicidade em 1992, com uma verba de R$ 2 milhões.

A Criação Ilimitada fazia parte do grupo de empresas que teve direito a esses recursos, segundo documentos obtidos pela Folha. Um dos seus sócios, Fernando Augusto da Silva Costa, afirma que a agência mantinha vários contratos com o Estado.

O valor destinado à agência de publicidade, a mais próxima do governo cearense, no entanto, não é divulgado pelos órgãos que possuem a informação.

O TCE (Tribunal de Contas do Estado), cujo presidente, Julio Rego, é ligado politicamente a Ciro Gomes, também não informou sobre o assunto.

A CMK teve como sócio-fundador, em 91, o sociólogo Antonio Lavareda, que hoje presta serviços de assessoria e pesquisa ao governo federal. Ele deixou a firma no final do ano seguinte.

No comando do Ipespe, Lavareda ganhou, sem licitação, um contrato equivalente a US$ 1 milhão, em 1994, para realizar pesquisas da administração estadual.

Procuradores —  As firmas CMK e Criação Ilimitada existiram apenas durante o governo tucano e tiveram como procuradores, com poderes para realizar negócios com o Estado, o próprio Ivo e Einhart Jacome da Paz, cunhado de Ciro (veja cópia dos documentos).

A rede de amizade e laços familiares teve um personagem-chave, segundo apuração feita pela Folha em documentos de cartórios enviados ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Ceará por deputados estaduais.

Trata-se do contador Francisco José de Mesquita, apontado pelo deputado estadual Carlomano Marques (PMDB) como "laranja" (aquele que apenas cede nome e documentos para negócio de outra pessoa) de Einhart Jacome da Paz e de Ivo Ferreira Gomes.

A suspeita foi levantada por um motivo: Mesquita, que trabalhava com Jacome da Paz no grupo Diana, em São Paulo, passou a ser dono, formalmente, tanto da CMK como da Criação Ilimitada (veja quadro nesta página).

A direção da Diana confirmou à Folha que Mesquita havia sido funcionário da empresa, de quem já se desligou. No endereço que ele forneceu para os documentos de composição das firmas também não foi localizado em São Paulo.

Público X privado — "O que é mais grave nessa história é o fato de um irmão e um cunhado do governador agirem como procuradores de empresas com negócios contratados pelo Estado", diz Carlomano Marques. "A suspeita é de que eles fossem os verdadeiros donos."

O caso das empresas de pesquisa e publicidade têm sido lembrados também, segundo apurou a Folha, por novos adversários de Ciro Gomes, os tucanos ligados ao governador Tasso Jereissati.

Eles lembram, com o pedido de que os seus nomes não sejam divulgados, que Ciro deixou dívidas para Jereissati pagar a empresas ligadas a Einhart, o cunhado do ex-governador.

O esquema de publicidade do governo Ciro Gomes

1) Criada a empresa de pesquisa CMK em 05 de março de 91, dez dias antes da posse de Ciro no governo. Os sócios criadores são Antonio Lavareda (98%) e Francisco Borges Cavalcante (2%).

2) A CMK tem como sede o mesmo endereço do escritório de Ivo Gomes, irmão de Ciro Gomes (Rua Santos Dumont, 1343, salas 1101 e 1102, Fortaleza.

3) Em 13 de março, dois dias antes da posse de Ciro, Lavareda passa uma procuração pública dando poderes a Einhart Jacome da Paz, casado com Lia, irmã de Ciro Gomes, como administrador da CMK.

4) Fundada, em 06 de maio de 91, 50 dias depois da posse, a empresa Criação Ilimitada, que seria uma das campeãs de contrato com o governo cearense. A firma, segundo as juntas comerciais de São Paulo e Fortaleza, foi criada para substituir a empresa Brazil Trade. Os sócios são Francisco José de Mesquita, funcionário da organização Diana, de São Paulo, e Fernando Augusto da Silva Costa. Coincidência ou não, a Diana tem com um dos seus sócios Einhart, o cunhado de Ciro Gomes.

5) A Criação Ilimitada também passa a funcionar no mesmo endereço do escritório de Ivo, o irmão de Ciro.

6) Em junho do mesmo ano, a CMK, pertecente a Lavareda e representada pelo cunhado de Ciro, ganha a primeira conta no governo cearense. Havia disputado com as empresas Ipespe (também dirigida por Lavareda) e Ágil. O governo não realizou concorrência, utilizou a modalidade de carta-convite (empresas escolhidas são convidadas a disputar uma conta).

7) Em 11 de novembro de 1992, Lavareda nomeia, conforme documentação firmada em cartório, Ivo Ferreira Gomes (irmão de Ciro) como procurador da CMK, inclusive habilitado a negociar com o governo e movimentar contas bancárias.

8) Em 3 de dezembro de 92, Lavareda retira-se da sociedade, conforme a Junta Comercial do Ceará, cedendo e transferindo as suas quotas (98%) a Antônio Evandro de Castro Abreu. O valor da transferência foi a apenas US$ 1,350,00.

9) Em 21 de fevereiro de 1994, Francisco José de Mesquita, que trabalhava para o grupo Diana (empresa contratada para realizar as produções publicitárias do governo cearense, por intermédio da Criação Ilimitada), entra na sociedade da CMK, no lugar de Evandro de Castro Abreu. Passa ao mesmo tempo a ser sócio da Criação Ilimitada e da CMK.

Envolvidos no caso negam irregularidades

Ivo Ferreira Gomes, irmão do ex-governador Ciro Gomes, disse que era advogado da empresa CMK, que teve contratos com o governo cearense. Segundo ele, somente o sociólogo Antonio Lavareda, sócio inicial da firma, poderia esclarecer sobre o assunto.

"Essa coisa da CMK... eu era advogado, mas não era judicial, era alguma coisa administrativa que eu não me recordo e nem posso te dizer o que que é", disse. "Quem pode dizer isso para você é o Lavareda, que é hoje assessor lá do presidente da República."

Segundo o irmão de Ciro Gomes, o seu escritório funcionava no mesmo andar, mas em salas diferentes das empresas CMK e Criação Ilimitada, ao contrário do que registram os documentos que as empresas protocolaram em cartórios do Ceará e São Paulo.

Ivo Gomes insistiu em dizer que somente Lavareda poderia responder sobre o assunto: "Não me incomodo que ele diga. Eu não posso dizer porque advogado é igual a padre, mas ele pode liberar a informação para você".

O irmão do ex-governador admite que pode ter sido também advogado da Criação Ilimitada. "Posso até ter sido advogado deles nalguma coisa", disse. "É só perguntar ao Lavareda, que é nosso adversário agora, ele pode dizer o que bem quiser."

Lavareda informou que ficou na CMK só do início do governo Ciro (1991) a dezembro do ano seguinte. Disse que fez negócios dentro da lei e que sofreu prejuízos com a empresa. Ele se recusou a comentar as declarações de Ivo Gomes.

O publicitário Einhart Jacome da Paz, cumhado de Ciro Gomes, disse que exerceu função de procurador da CMK a pedido de Lavareda, que era dono da empresa e não tinha tempo para administrar a empresa em Fortaleza.

Sócio da empresa Diana, em São Paulo, Einhart informou que a sua relação com a Criação Ilimitada era apenas como produção de anúncios do governo cearense.

"Tinha trabalhado na campanha do Ciro e fiquei morando um tempo em Fortaleza por causa da minha mulher, que fazia um curso de medicina e não podia ser transferida", conta o publicitário. "Fui procurador da CMK para quebrar um galho para o Lavareda, que tinha ocupações em Recife."

Segundo Jacome da Paz, o negócio no Ceará era menos interessante financeiramente do que cuidar da Diana. "Levei uma prensa dos meus sócios (de São Paulo), pois Fortaleza não compensava."

O cunhado do ex-governador disse que nunca tirou proveito da proximidade com Ciro, sendo só seu vizinho na capital cearense.

Jacome da Paz informou ainda que Fracisco José de Mesquita, acusado de ser "laranja" das empresas, trabalhou com ele na Diana, mas não soube mais do seu paradeiro. "Esse cara, parece que ganhou uma herança em Minas e gostava de entrar em negócios, como as empresas do Ceará", disse.

A Folha tentou localizar Mesquita em São Paulo, durante duas semanas, sem sucesso, nos endereços registrados nos documentos da CMK e Criação Ilimitada.

Fernando Augusto da Silva Costa, sócio da Criação Ilimitada, afirmou que sua empresa prestou serviço ao governo Ciro, mas que os negócios foram legais. "Tanta coisa para vocês se ocuparem, agora vêm querer saber desse personagem (Einhart Jacome da Paz)."

O publicitário Evandro de Castro Abreu, que figurou como sócio da CMK, disse que ficou na empresa "apenas três meses". Segundo as procurações de cartório, ele permaneceu de 3 de dezembro de 1992 a 21 de fevereiro de 94.

A Folha não conseguiu localizar Francisco Borges Cavalcante, sócio minoritário (apenas 2%) de Lavareda na CMK.

(Folha de S. Paulo, 20 de outubro de 1997).

 

 

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O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará informou o cancelamento do título de eleitor de 59.945 pessoas no estado. Estes perderam o direito de votar em 2018 e ficam sem acesso a uma série de benefícios e direitos.

Para reverter o cancelamento, o TRE-CE alerta que o prazo final vence em 9 de maio de 2018. O eleitor cancelado deve procurar o cartório eleitoral da sua cidade. “Ele poderá comparecer ao cartório eleitoral até o dia 9 de maio, portando o documento de identidade e o comprovante de residência atualizado para  reverter esse cancelamento”, informa o TRE-CE.

Com o título de eleitor cancelado o cidadão poderá ser impedido de:
— Requerer passaporte ou carteira de identidade;
— Receber salário e benefícios sociais de entidades públicas ou assistidas pelo governo;
— Fazer parte de concorrência pública ou administrativa em qualquer instituição da União, dos estados, dos municípios ou do Distrito Federal;
— Solicitar empréstimos em qualquer banco ou estabelecimento de crédito subsidiado pelo governo;
— Inscrever-se em concursos públicos ou tomar posse de cargos públicos:
— Renovar matrícula em qualquer instituição de ensino pública ou fiscalizada pelo governo;
— Requerer qualquer documento que necessite da quitação eleitoral.

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Eles são os destaques das últimas pesquisas eleitorais, mas nenhum deles agrada muito o mercado - mas qual gera "menor aversão"?

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