Sábado, 11 Novembro 2017 10:20

7 notas sobre Tasso Jereissati no PSDB Destaque

Escrito por CEOFF
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  1. Nos dias que antecederam sua queda da presidência nacional interina do PSDB, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) apostava que o senador Aécio Neves (PSDB_MG) jamais lhe tiraria da posição. Levou um susto. Quem não levou susto algum com a queda do Tasso Jereissati foi o presidente Michel Temer, que foi avisado, com antecedência, por Aécio que destituiria Tasso.
  2. A todos que ligavam para Tasso querendo saber mais detalhes de sua queda da presidência do PSDB, ele repetia sempre a mesma frase: “Perdi o emprego”. E dependendo de quem ligava, acabava dando risada.
  3. Não há maioria clara a favor de Tasso Jereissati ou de Marconi Perillo na convenção do próximo 9 de dezembro. A divisão na disputa pelo comando nacional do PSDB se repete na maioria dos estados, que fazem hoje suas convenções para eleição dos diretórios. São Paulo, com cerca de 100 convencionais, está dividido, mas Tasso tem a simpatia da maioria. O atual presidente do diretório paulista, que deve ser reconduzido ao cargo, o deputado estadual Pedro Tobias, já explicitou apoio a Tasso. Mas o senador cearense tem a oposição de convencionais ligados ao ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira, ao senador José Serra, ao prefeito João Doria e ao presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal. "O apoio do Pedro Tobias não significa que o partido em São Paulo irá apoiar Tasso. Teremos mais de 40%, se não for mais. O Tasso vai se surpreender com os diretórios de todo o país. Está agindo como um coronel que não agrega e isso assusta", disse José Aníbal. Tasso tem os 25 delegados do diretório do Ceará eleitos ontem. Marconi tem fechado Goiás, com 27 delegados e apoio quase maciço dos 90 convencionais de Minas Gerais, aliados do presidente licenciado Aécio Neves (MG). No Acre os sete convencionais devem votar em Tasso. Seus adversários o acusam de ter feito uma intervenção no diretório do estado. A Executiva antiga tinha sido apagada mas ganhamos na Justiça o direito de reativar a diretoria eleita há dois anos — disse o deputado federal Rocha. Outro estado onde Tasso tem forte apoio é na Paraíba do senador Cássio Cunha Lima e do filho, o deputado cabeça preta Pedro Cunha. O atual presidente, Ruy Carneiro, será reconduzido e a maioria dos 15 votos é pró-Tasso. Na Bahia, o deputado João Gualberto, presidente do diretório e que será reconduzido, acredita que Tasso terá cerca de 60% do apoio nacional para assumir a presidência. Em Minas, o deputado Domingos Sávio, aliado de Aécio e um dos mais ferrenhos críticos de Tasso, será reconduzido para dirigir o partido. Fora esses casos, poucos dirigentes locais anunciam voto. Entre os convencionais, entretanto, há um apelo para que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seja aclamado novo presidente para evitar o agravamento da disputa interna.
  4. Muitos tucanos acham que Tasso ainda alimenta o sonho de ser o tertius dos tucanos na disputa pelo Planalto em 2018. Na reunião organizada pelo senador aecista Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) para o lançamento da candidatura do Tasso à presidência do PSDB, havia uma grande faixa onde se lia “Tasso Presidente”. Outros acreditam que Tasso vai desmantelar o PSDB e ajudar a campanha do presidenciável Ciro Gomes. Tasso nega a intenção e chama a família Ferreira Gomes de "oligarquia política".4. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, é contra Tasso Jereissati para presidente do PSDB em dezembro. Trabalha a favor da candidatura de Marconi Perillo. Aloysio, permanecendo no posto, já avisou que sai em abril. Vai disputar sua reeleição no Senado. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, ironizou a crise do PSDB, afirmando que “tem muita gente pintando os cabelos de preto lá”. Era uma alusão aos “cabeças pretas” que queriam a saída de Aécio Neves da presidência da sigla e dos quatro ministros do governo de Michel Temer.
  5. O prefeito João Dória não fez nenhum comentário sobre a escolha do ex-governador Alberto Goldman para substituir Tasso Jereissati como presidente interino do PSDB. Se Geraldo Alckmin for eleito novo presidente do partido, em dezembro, hipótese discutível, Doria apressará sua decisão de sair do partido. É o que garantem seus aliados, que também informam que o destino de Dória seria o PMDB, de onde poderia ser lançado candidato à presidente do Temer.
  6. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acha que o ex-governador Alberto Goldman, novo presidente interino do PSDB, comandará o partido sem maiores turbulências até dezembro. Goldman é ligado a José Serra, que foi ministro de Temer e é defensor de aliança dos tucanos com o PMDB. “Se porventura tal convergência não se concretizar, o que porá em risco as chances do PSDB, já disse que apoiarei a candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido. Com isso, não faço ressalvas ao direito do governador de Goiás, Marconi Perillo, a quem respeito por sua fidelidade ao PSDB e pelo bom governo que faz, de ser eventualmente candidato. A vitória de um ou de outro não corresponde à vitória do bem contra o mal: precisamos permanecer juntos”, disse FHC.
  7. Apoiadores de Tasso Jereissati (PSDB-CE) têm certeza de que o senador e presidente afastado do partido Aécio Neves (PSDB-MG) consultou o presidente do Senado, Eunício Oliveira, antes de afastar Tasso da presidência da sigla. Ao Poder360/Drive, Eunício negou ter interferido no processo. São remotas as chances de Tasso e Eunicio caminharem juntos na eleição de 2018 — o que até há poucas semanas era uma possibilidade. O mais provável neste momento é Eunício disputar a reeleição para o Senado com o apoio do governador Camilo Santana (PT), que também tentará se reeleger, apoiado pela família de Cid e de Ciro Gomes. Uma pesquisa local aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 66% das intenções de voto para presidente no Ceará.

 

Ler 78 vezes Última modificação em Sábado, 11 Novembro 2017 11:04

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