Quinta, 09 Novembro 2017 19:11

Apareceu o coveiro da Lava Jato? Destaque

Escrito por EQUIPE OFF
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A escolha do delegado Fernando Segóvia como novo diretor-geral da Polícia Federal desperta dúvidas sobre a forma como ele conduzirá a operação Lava Jato, que revelou o maior esquema de corrupção do país. Sua escolha acontece no momento em que avançam as investigações a pessoas com prerrogativa de foro. Vários inquéritos tramitam no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal.


Uma dos principais fiadores de sua nomeação teria sido o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, investigado no inquérito do do PMDB na Câmara. Além disso, Segóvia foi superintendente da PF no Maranhão e teria a simpatia do grupo político do ex-presidente José Sarney. Comenta-se também que Segóvia teria relações estreitas com o ministro do STF Gilmar Mendes.
Um policial federal de Curitiba, que integrou a força-tarefa da Lava Jato, disse que “é preciso avaliar com mais calma uma escolha que não contou com a indicação do ministro da Justiça e que não traz experiência ao órgão”.
Outras fontes na PF avaliam que a troca de Leandro Daiello por Segóvia segue um roteiro esperado após a segunda denúncia criminal contra o presidente Michel Temer ter sido rejeitada na Câmara dos Deputados.
Para alguns policiais federais de alto escalão, a duração de Segóvia no posto será curta, pois o próximo presidente eleito em 2018 deverá formar uma equipe própria e fará alterações, tanto no Ministério da Justiça quanto na direção da PF.

Depois do Geddel — Segundo a Folha de S. Paulo, Eliseu Padilha forçou a escolha de Segóvia nas horas seguinte à Operação Tesouro Perdido, que encontrou cerca de R$ 54 milhões de Geddel Vieira Lima, em um apartamento na Bahia. O episódio foi considerado a gota d’água para troca de comando da PF.
Há menos de dois meses, a Polícia Federal concluiu a apuração sobre desvios em contratos da Petrobras que envolvem políticos do PMDB.
O inquérito, acolhido pela PGR (Procuradoria-Geral da República), acusou o presidente Michel Temer, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso, e o próprio Eliseu Padilha.

 

Ler 35 vezes Última modificação em Quinta, 09 Novembro 2017 19:15

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