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Ex-senador pedófilo solto no Tocantins

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Nezinho Alencar foi condenado a mais de 27 anos de prisão por abusar de duas crianças de 6 e 9 anos em janeiro de 201

Nezinho Alencar foi condenado a mais de 27 anos de prisão por abusar de duas crianças de 6 e 9 anos em janeiro de 2016

O ex-deputado estadual e ex-senador Manoel Alencar Neto, pelo PSB de Tocantins, mais conhecido como Nezinho Alencar, ganhou liberdade na tarde da última sexta-feira (04/08). Os abusos sexuais aconteceram em janeiro de 2016. Na época dos fatos, as vítimas tinham 6 e 9 anos. 

Nezinho Alencar e a mulher dele foram presos no dia 23 de janeiro do ano passado durante a operação Confiar, da Polícia Federal, mas em março do mesmo ano, ele foi solto após pagar uma fiança no valor de R$ 22 mil. A mulher dele foi solta antes, no dia 4 de fevereiro. Ele foi condenado a mais de 27 anos de prisão por abusar sexualmente de duas crianças em uma fazenda.

O ex-senador foi solto por volta das 17h pelo desembargador José Moura Filho, do Tribunal de Justiça do Tocantins. Estava preso na Casa de Prisão Provisória de Guaraí. O advogado Ronivan Peixoto de Morais disse que conseguiu o efeito suspensivo da sentença e o réu vai aguardar o julgamento do recurso em liberdade.

A denúncia de que o ex-senador estava envolvido no crime de abuso sexual partiu do próprio pai das crianças. "Sentou debaixo do pé de manga. Aí começou a abusar das meninas e eu olhando de dentro do quarto, da janela. A minha reação? Eu peguei a espingarda, botei no rumo dele, sem ele perceber porque eu estava dentro de casa. Puxei o gatilho e pensei: 'ou eu mato ou eu não mato'? Aí abaixei a espingarda e deixei quieto. Aí fui pensar em comprar um telefone para poder pegar ele". Para provar o fato, o pai deixou um celular escondido em uma árvore, antes de sair para trabalhar. As imagens mostram o momento em que as crianças estão sentadas no colo do ex-senador. Ele coloca a mão nas partes íntimas das meninas e, conforme o MPE, também beijava a mais nova na boca e as ameaçava para que não contassem sobre os abusos. Segundo testemunhas, os abusos sexuais aconteceram várias vezes, entre os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016, sendo praticados com maior frequência contra a menina mais nova.

Nezinho Alencar deu sua versão dos fatos. "Eu fui senador da República, tive uma representatividade no estado de homem renomado, agora querem me incriminar. Eu estou sendo julgado pelo que eu represento. Se eu não fosse ninguém, isso não estava no Fantástico, isso não estava em lugar nenhum".

Nezinho negou as acusações e disse que foi vítima. "Eu fui vítima de uma armadilha. Aquelas crianças estavam torpedeando, pisando, passando a mão em mim, me agarrando. E eu extremamente desacordado, não vi absolutamente nada. As imagens foram montadas. As crianças foram induzidas fazendo um verdadeiro malabarismo, foram conduzidas como atrizes para me induzir àquelas cenas".

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